El Salvador está sendo considerado um modelo para o mundo por ter conseguido transformar uma sociedade devastada pela guerra em uma comunidade de paz e reconciliação.
Os Estados Unidos e a comunidade global congratularam a nação da América Central por fazer a difícil transição para a paz.
A Guerra Civil de El Salvador (1980 – 1992) foi um conflito armado entre o governo de El Salvador e a guerrilha de esquerda, organizada em torno da Frente Farabundo Martí para a Liberação Nacional (FMLN).
Os EUA, que, no contexto da Guerra Fria, temiam a repetição de processos semelhantes ao da Revolução Cubana no restante da América Latina, apoiaram as forças governistas, ao longo de dez anos.
A tensão no país aumentou a partir do golpe militar, que levou uma Junta Revolucionária de Governo ao poder. Com o assassinato do arcebispo de San Salvador – Oscar Romero – e a execução de 42 pessoas no seu funeral, iniciou-se uma guerra civil em larga escala.
Durante a guerra, forças rebeldes capturaram grandes extensões dos departamentos de Morazán e Chalatenango. O fim do conflito, mediante a assinatura dos Acordos de Paz de Chapultepec, em janeiro de 1992, permitiu a entrada da FMLN no cenário político-eleitoral de El Salvador.
A guerra civil teve um efeito devastador sobre o país, deixando 75.000 mortos, 8.000 desaparecidos, um milhão de desabrigados e um milhão de exilados. Porém, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse que as Nações Unidas podem tomar a experiência salvadorenha como exemplo ao procurar ajudar outros países a encontrar a paz. El Salvador, acrescentou ele, entrou para a nova Comissão de Construção da Paz da ONU, criada em outubro de 2006 para manter a paz em áreas que passaram por conflitos. Ban expressou a esperança de que El Salvador compartilhe sua “rica experiência” com outros países.
Durante os 12 anos de guerra civil, eram constantes as violações dos direitos humanos pelas forças de segurança do governo e pelos guerrilheiros de esquerda e, mesmo assim, a ONU realizou uma missão de sucesso. Segundo Casey, com o apoio dos EUA e da ONU, “os insurgentes da antiga FMLN são hoje um partido político bem estabelecido; El Salvador é uma democracia livre e vibrante, e sua economia em expansão e seu comércio florescente estão melhorando o padrão de vida de todos os salvadorenhos”.
REFLEXÃO: Dessa vez, mesmo com milhões de mortes, a ONU conseguiu obter sucesso com as suas forças de paz que já estão um pouco desacreditadas, porém elas exercem suas funções: que é salvaguardar a paz sem se igualar a um exército armado. Além disso, a ONU saiu como heroína da história.
Vídeo da Guerra Civil em El Salvador
http://www.youtube.com/watch?v=9nNl2SKtYPE
FONTE:
http://embaixada-americana.org.br/index.php?action=materia&id=5213&submenu=press.inc.php&itemmenu=21
O Haiti, que se tornou independente através de uma revolta de escravos de origem africana, é um país dividido política e socialmente. A massa da população, negra, viveu quase ininterruptamente numa miséria extrema e sujeita à constante repressão. O país já viveu diversas ondas de violência e intervenções norte-americanas.
Em 1994, Aristide retornou ao poder, com auxílio do Estados Unidos. Mesmo assim, o ciclo de violência, corrupção e miséria não foi rompido. Em dezembro de 2003, sob pressão crescente da ala rebelde, Aristide prometeu eleições novas dentro de seis meses. Os protestos contra Aristide, em janeiro de 2004, fizeram várias mortes na capital do Haiti, Porto Príncipe. Em fevereiro, com o avanço dos rebeldes, o ex-presidente foge para a África e o Haiti sofre intervenção internacional pela ONU.
A guerra civil que afeta o sul do Sudão praticamente desde sua independência, em 1956, atingiu um novo patamar com a catástrofe humanitária que se esboça na região de Darfur, no oeste do país.



A Somália surgiu em 1960, quando dois protetorados uniram-se. Em
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