Angola: 25 anos de independência, 40 de guerra

REFLEXÃO: A República Popular de Angola completou 25 anos de independência em meio à persistência da guerra civil, que já dura quatro décadas se contarmos a luta armada contra o colonizador português, desencadeada em 1961. País dilacerado por esse conflito e maior vítima das minas terrestres (o que sensibilizou a princesa Diana), não vislumbra qualquer possibilidade imediata de paz. A comunidade internacional, tão preocupada com o Timor, agiu decisivamente com relação a esse problema, mas revela-se incapaz (ou desinteressada?) de tomar qualquer atitude neste país de língua portuguesa.

Por que fomos solidários com um pequeno país do outro lado do mundo, praticamente desconhecido pela sociedade brasileira, e somos tão pouco interessados pelo destino de outro que está próximo e de onde é originária parte de nossa população? Ainda mais se considerando a importância econômica e estratégica que tem para o Brasil. Seguramente tem algo a ver com o reordenamento das relações internacionais e com a política das grandes potências.

 GUERRA INTERNA 

Em 1975, a divisão e o confronto entre os três grupos que lutavam pela independência acirraram-se quando da derrocada do fascismo português. Iniciou-se então uma ponte aérea entre Havana e Luanda, com o envio de armas e vinte mil soldados. No centro do país, as tropas cubanas (a maioria descendente de ex-escravos) e do MPLA derrotaram o exército sul-africano, um dos melhores do mundo.

A situação dos novos Estados era difícil, pois tinham de enfrentar o caos interno e as invasões externas. Seguiram-se quinze anos de guerra interna, permeada por intervenções sul- Africanas, que dilaceraram o país, até o fim da Guerra Fria.
Em 1988, com a derrota dos sul-africanos frente aos cubanos numa importante batalha, e já no contexto do desengajamento soviético, iniciaram-se conversações de paz, que levaram à saída dos cubanos em 1989 e à independência da Namímiba em 1990. Logo em seguida, o Apartheid começou a ser desmantelado, e em 1994 Nelson Mandela assumiu o poder na África do Sul, com um governo de maioria negra. A guerra deveria terminar com o fim do apoio de Pretória à Unita e a vitória eleitoral do MPLA em Angola. Mas não foi o que aconteceu e, deixou o governo liderado pelo MPLA aliado dos EUA, dependente da economia gerada pelo petróleo.
 

Por que a Unita mantém a guerra, e a comunidade internacional nada faz? Por duas razões: a primeira delas é a completa recusa do Estado e da sociedade angolana. A guerra tornou-se um modo de vida e sobrevivência, especialmente da Unita. A segunda é que, desde a derrubada do regime neocolonial pró-francês de Mobutu no Zaire, formou-se na África austral uma coalizão de países autonomistas que apóiam o novo governo de Kabila no Congo (ex-Zaire), integrado pela África do Sul, Angola, Zimbábue e Namíbia.  

 
Nos marcos da globalização, faz com que uma intervenção “pacificadora” não seja uma prioridade. Enquanto isso, o povo de Angola vive o pior dos mundos.

 

Vídeo – Ajuda cubana à Angola

http://www.youtube.com/watch?v=3p3rb7Iqg40

  FONTES:

http://www.br.monografias.com/trabalhos/guerra-civil-angola/guerra-civil-Angola2.shtml#problangola

 Projeto Radix 8ª série

Autor: Vicentino – Editora Scipione – São Paulo

Módulo 8 – Os organismos supranacionais

Págs. 180 e 184

 

Uma resposta to “Angola: 25 anos de independência, 40 de guerra”

  1. Robosn manoel Says:

    sera q não tem ninguem capais de fazer alguma coisa,claro q não né q pergunta é esta minha estão muito ocupado com a crise,os americanos estão muito aucupado com as suas coisas deles com a guerra no iraque a sua crise esperos q estes marditos politico foda foda foda!!!!!!!!!!!

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