EUA vs. Iraque

A rota do Terrorismo

Sob a alegação da suposta existência de armas de destruição em massa, os EUA pressionaram a ONU à autorizar a invasão do território iraquiano como forma de encontrar e destruir as tais armas. A ONU não aprovou a intervenção militar, mas forçou o governo iraquiano a admitir a entrada de um grupo de inspetores da organização para vistoriar seu arsenal bélico.

Mesmo sem ter encontrado nenhum indício da existência dessas armas, os EUA, apoiados pelo Reino Unido e outros países, decidiram invadir o Iraque. Tal medida, entretanto, não foi autorizada pelo CS, já que a França, a Rússia e a China votaram contra.

Apesar disso, os EUA invadiram o Iraque, país que também é membro da ONU, violando o artigo 51 da Carta das Nações Unidas, que autoriza o uso da força armada somente em caso de autodefesa. A guerra chegou ao fim poucos meses depois com a deposição do governo iraquiano de Saddam Hussein, acusado de esconder um arsenal nuclear.

Mas, assim como os inspetores da ONU haviam concluído, nenhuma arma de destruição em massa (nuclear ou biológica) foi encontrada naquele país pelas tropas de ocupação. Tal fato, contribuiu para aumentar a suspeita de que a invasão do Iraque foi uma estratégia dos EUA para assumir o controle daquele país e, com isso, ampliar sua influência geopolítica sobre aquela região onde estão localizadas as maiores reservas de petróleo do planeta.

 

REFLEXÃO: Esse episódio afetou diretamente a imagem da ONU, abalando sua credibilidade como uma organização criada para manter a paz e que não consegue valer suas decisões contra uma guerra.

Alguns especialistas, no entanto, têm uma visão bastante positiva da ONU e acreditam que essa organização saiu fortalecida com o episódio da guerra. Isso porque, as tropas de ocupação já se mostraram incapazes de estabelecer a ordem no Iraque e de conter os ataques terroristas de grupos internos contrários à ocupação pela ONU.

Na comunidade internacional, incluindo os EUA e seus países aliados durante a guerra, há um consenso de que somente a ONU, com sua neutralidade e imparcialidade, será capaz de reestabelecer um processo de paz e garantir a reconstrução econômica e política do Iraque.

Em nossa opinião, essa guerra (referência ao ataque terrorista das Torres Gêmeas), especificamente, pegou mal para ONU pelo simples fato de ela ficar pasma com o que ocorria e não tentar aperfeiçoar suas tropas de ocupação.

 

FONTE:

Projeto Radix 8ª série

Autor: Vicentino

Editora Scipione – São Paulo

Módulo 8 – Os organismos supranacionais

Págs. 184 e 185

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