HAITI – Responsabilidade do exército brasileiro

 

Brasileiros nas forças da ONUO Haiti, que se tornou independente através de uma revolta de escravos de origem africana, é um país dividido política e socialmente. A massa da população, negra, viveu quase ininterruptamente numa miséria extrema e sujeita à constante repressão. O país já viveu diversas ondas de violência e intervenções norte-americanas.

Foram os EUA que apoiou a instalação de Duvalier no poder em 1957, uma ditadura familiar que durou até 1987, quando foi derrubada por uma revolta popular.

Mas a infeliz massa haitiana não consegue criar estruturas políticas viáveis, devido à fragmentação e insuficiente desenvolvimento da sociedade, e, em seguida, a minoria volta a ocupar o poder, usando o exército e suas milícias para manter o terror sobre a população. Contudo, no contexto da onda democrática que acompanhou o fim da Guerra Fria, houve eleições livres no país em dezembro de 1990, com a esmagadora vitória de Jean Bretrand Aristide, um padre ligado à Teologia da Libertação. Teve início um governo reformista que, todavia, permaneceu no poder apenas de fevereiro a setembro de 1991, sendo derrubado pelo General Raoul Cedras.

O presidente seguiu para o exílio, enquanto a comunidade internacional decretou um embargo contra os novos donos do poder, que só fez aumentar a miséria, pois o regime sobreviveu estabelecendo uma aliança com o narcotráfico internacional, permitindo a utilização do seu território como rota para os EUA. Milhares de refugiados fugiam em pequenas embarcações para a Flórida, gerando uma crise que levou Clinton a agir.

Depois de infindáveis gestões, apenas em outubro de 1994 uma força internacional, liderada por Washington, forçou os golpistas a entregar o poder e partir para o exílio. Aristide, que fora eleito para um mandato de cinco anos foi, contudo, pressionado pela Casa Branca a apenas completar o mandato vigente. Ou seja, governou apenas dois anos, e sem direito à reeleição.

Os EUA desejam evitar um confronto de proporções, mas, discretamente, encaram a saída antecipada de Aristide, da mesma forma como em relação à Venezuela. A crise deverá ter um desfecho nas próximas semanas. Vale lembrar que o Haiti tem fronteira com a República Dominicana, está há poucos quilômetros de Cuba e não distante da Flórida, desfrutando de uma posição estratégica e podendo gerar instabilidade se a comunidade internacional continuar indiferente

O Haiti de 1986 a 1990 foi governado por uma série de governos provisórios. Em 1987, uma nova constituição foi feita. Em dezembro de 1990, Jean-Bertrand Aristide foi eleito com 67% dos votos. Porém poucos meses depois, Aristide foi deposto por um novo golpe militar e a ditadura foi restaurada no Haiti.

Provérbio haitianoEm 1994, Aristide retornou ao poder, com auxílio do Estados Unidos. Mesmo assim, o ciclo de violência, corrupção e miséria não foi rompido. Em dezembro de 2003, sob pressão crescente da ala rebelde, Aristide prometeu eleições novas dentro de seis meses. Os protestos contra Aristide, em janeiro de 2004, fizeram várias mortes na capital do Haiti, Porto Príncipe. Em fevereiro, com o avanço dos rebeldes, o ex-presidente foge para a África e o Haiti sofre intervenção internacional pela ONU.

 

REFLEXÂO: Com o reconhecimento da ação militar brasileira em suas operações, a ONU conferiu ao Brasil o comando da missão de paz no Haiti, que também contou com a participação de soldados argentinos, chilenos, uruguaios, paraguaios e canadenses. Iniciada em 2004, essa missão de paz teve o objetivo de reestabelecer a paz, garantir a ordem, e evitar a eclosão de um violento conflito civil, após a crise política que levou à deposição do governo local.

 

FONTE:

http://www.brasilhaiti.com/blog.asp

http://educaterra.terra.com.br/vizentini/artigos/artigo_150.htm

 

Projeto Radix 8ª série

Autor: Vicentino

Editora Scipione – São Paulo

Módulo 8 – Os organismos supranacionais

Págs. 180 e 184

 

 

2 Respostas to “HAITI – Responsabilidade do exército brasileiro”

  1. alex sandro Says:

    estou escrevendo por motivo de ter participado da missão de paz haiti 2006,realmente sinto saudades de lá ,pois lá vivi momentos felizes e descontraidos com os meus colegas ,se eu pudesse voltaria no passado e viveria tudo isso novamente pois foi demas aprendi muito

  2. luiz pinelli neto Says:

    O HAITI e a ONU.
    Desgraçadamente foi necessário acontecer a tragédia do Haiti para vermos o tamanho exato da capacidade operacional e da estrutura logística das FAs/Br e da Defesa Civil Nacional, para bem atender as necessidades gerais, assim como, as providências de socorro imediato a população de um País assolado por violento terremoto, com milhares de mortos, feridos, desabrigados, carentes de água, alimentos, remédios, etc…. E olhem que isto não é uma guerra em que o Brasil enfrenta ferozes inimigos armados, mas tem de lutar contra a desgraça e a miséria coletivas de um dos países mais pobre das Américas, através da participação humanitária do Brasil pela ONU, onde, entretanto, ficou claro, a falta de recursos para a mobilização de forças e equipamentos de salvamento e socorro imediatos. Com chegada das forças dos EEUU como se fossem guerrear ficou evidente que ocorreu um confronto ( não bélico ) de autoridade. A maior potência militar e a melhor máquina de guerra do mundo penetrou o Haiti com 10 mil soldados e ocupou o aeroporto da capital de forma inteligentemente estratégica, garantindo a condições logística para reforços das suas tropas, do recebimento de suprimentos militares, e, no caso de necessidade, terem asseguradas vias de saída, além de se capacitarem a organizar corredores aéreos de ajuda humanitária ao povo do Haiti. A incrível imaturidade militar do Brasil, localizado no Haiti, sem iniciativa de tomar rápidas decisões, esperando ordens diretas da ONU para assegurar o acesso ao aeroporto da capital do Haiti, chega a criar constrangimentos internacionais e profunda tristeza aos nossos briosos militares. A ONU, se de fato tiver autoridade moral diante dos EEUU, deve redefinir, com urgência, as atribuições do Brasil como condutor responsável dos trabalhos de segurança e pacificação do território do Haiti. Aliás, posição de comando obtido politicamente visando a oportunidade de sentar-se nas cadeiras de decisão da ONU. Conforme informações recentes ao longo de uma teleconferência entre diplomatas dos EEUU e do Brasil ficou acertado uma divisão de tarefas entre as forças militares quem se encontram neste território. Assim caberão às tropas da Minustah cuidar da segurança e os militares dos EEUU da assistência humanitária ao povo do Haiti. Vejam o Brasil, não possui : Navios Hospitais Transoceânicos, Navios Porta – Helicópteros, Helicópteros de Transportes, Aviões Hospitais que possam estabelecer os 1º contatos com as áreas afetadas, Unidades Militares de Engenharia Técnica, que estejam capacitados a desempenhar com brilhante rapidez e velocidade as missões e funções de caráter humanitário, além do próprio governo não levar à sério o Plano Estratégico de Defesa Militar Nacional. Deviam ser medidas prioritárias dos governos brasileiros, muito acima dos programas sociais eleitoreiros e demagógicos, a ação efetiva de criar condições, imediatas, de dotar nossos meios de defesa civil (vejam o tamanho geográfico do Brasil ) com equipamentos modernos que garantam o funcionamento da logística e da atuação operacional de alto nível técnico. Vamos dotar as forças do Brasil, com exímia capacidade para atuar na Paz e na Guerra , através de medidas estratégicas de moderno fortalecimento, de forma urgente, ou continuaremos a “bater continência para os EEUU”. Setores ostensivos do governo brasileiro e um grande número de políticos envolvidos e comprometidos, nas ações governamentais, empacados nos falsos conceitos do social, mas interessados no exercício embriagante da autoridade, dão preferência aos programas iluminados pelos holofotes, esquecendo-se da dignidade da nação, da sua soberania nacional e do eventual poder militar dissuasório do pais. Este tragédia com o pais vizinho, mostra com evidente força, que é bem melhor, nós brasileiros arcamos com todos os esforços dos investimento orçamentários/financeiros voltados aos objetivos do fortalecimento bélico-militar das nossas FAs, conforme preconizado pelo Plano Estratégico Militar de Fortalecimento Bélico, estabelecendo estrategicamente o poder de persuasão, do que, perder precioso tempo gerencial e ter custos financeiros desnecessários com a investigação policial-militar com agentes militares que já tiveram, há 30 anos, morte moral, só para atender uma minoria de brasileiros desfocados da realidade brasileira. A única coisa que não tem volta na vida humana é a inútil perda de tempo, praticando ações absurdas, fora do contexto construtivo nacional, ou simplesmente, não fazendo nada. Vejam como a fraqueza militar do Brasil no hemisfério atrapalha até as atividades de ajuda humanitária. No Haiti, segundo informações, o Estado Maior dos 17 países que compõem as tropas de Paz não conseguem estabelecer um plano conjunto de ações para atender uma população desesperada. Já era hora das FAs do Brasil aumentar e reforçar seus efetivos no Haiti, e embora à ONU caiba a definição dos tipos de tropas que precisará, diante do agravamento da crise, com o povo brigando por comida e água, achamos conveniente para o aumento da segurança local, além daquilo que a ONU pedir aos outros participantes, o envio de mais três batalhões de Infantaria Especializada, além do aumento do efetivo das Unidades de Engenharia das FAs/Br, para enterrar os mortos e desimpedir as ruas e estradas de forma que os socorros cheguem mais rápidos. Os EEUU que controlam o aeroporto estão sendo acusados de priorizar seus próprios interesses e de seus 45.000 cidadãos que foram surpreendidos pelo terremoto no território do Haiti. Assim a prioridade de pouso foi para vôos dos EEUU levando equipamentos e permitindo a decolagem dos 45.000 americanos que deixarem o país. Aviões brasileiros também teriam sido impedidos de pousar. Além disto o fato dos americanos terem assumido o controle estratégico do aeroporto, teria melindrado autoridades brasileiras, uma vez que o país comanda tropas de paz da ONU no Haiti. Era estrategicamente exigível que o comando das tropas da ONU do Haiti, a Minustah no 1º minuto após, o fim do terremoto se “apoderasse militarmente do aeroporto do Haiti ” para garantir a segurança e manter o nível dos suprimentos, para aprox. 6.000 militares e aprox. 2.200 policiais que servem nesta Força Internacional de Pacificação. Isto poderia ter sido um cochicho imperdoável do Exmo. Sr. General Comandante das Forças da ONU no Haiti, mas, afinal se ao governo do Brasil faltam experiências práticas de como administrar grandes calamidades públicas, e ou, como agir militarmente no envolvimento das suas FAs em conflitos armados, com certeza, não é culpa dos EEUU. Segundo um representante do governo americano, nega que tenha havido qualquer conflito entre as forças americanas e o comando brasileiro das tropas de paz da ONU no Haiti. Sabemos que os militares americanos têm como princípio não aceitar ordens de outro país, por isso saem atropelando tudo e todos que encontram pela frente. Realmente, a bem da justiça, não podemos dizer que neste episódio, o “Grande Senhor da Guerra” errou. Esperamos que este fato sirva de exemplo para o governo, sociedade e povo brasileiro. As tropas brasileiras seguem coordenando, embora os americanos não aceitem ser comandados por outro país, mas, este assunto foi já definido após, o final da teleconferência com os EEUU, o Brasil deverá permanecer no controle das tropas de pacificação da ONU” no Haiti. Esta situação mais uma vez, diante dos olhos da sociedade brasileira, reforça a necessidade de se aplicar, integralmente, com rapidez todo o Plano Estratégico de Fortalecimento Militar das nossas FAs. Ninguém no mundo, e, principalmente os “Donos do Mundo” não respeitam nações militarmente fracas e impotentes. Quando estas nações se sentam à mesa para confabulações, as opiniões e considerações dos fracos são, literalmente, ignoradas. Os subdesenvolvidos são descriminados acintosamente. Governo e povo brasileiros tolos, acordem para as coisas efetivamente importantes e prioritárias, e deletem definitivamente, para o inferno, os arrotos dos defensores pervertidos dos direitos humanos, traidores da pátria de MM&BB, homiziados nas denominadas “ Comissões da Verdade”, de forma que, as “eventuais vitórias” obtidas com a prisão de alguns militares dos governos do passado, não sejam conhecidas, no futuro, como “Vitórias de Pirro”, ou melhor, uma demonstração de estúpida falta de inteligência prática. OVelhoPatriota. Luiz- O Plano Brasil.

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