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Será que pode haver mais um desastre assim? Ou será que a ONU vai funcionar novamente….

Com trinta anos de atraso

Finalmente a ONU decide encarar o terrorismo pelo que ele é: um crime contra a humanidade

A incapacidade da ONU de lidar com uma das maiores ameaças deste início do século, o terrorismo, é o que melhor simboliza a crise vivida pela organização. Até hoje, os países que compõem a ONU nem sequer conseguiram chegar a um consenso sobre o que deve ser definido como terrorismo, o que complica qualquer tentativa conjunta de combatê-lo. Agora, o secretário-geral Kofi Annan resolveu colocar ordem na casa. Na semana passada, ele apresentou o mais amplo projeto para reformar a ONU desde sua criação, em 1945. A proposta, que deve ser votada na Assembléia-Geral da ONU em setembro, inclui a sugestão de ampliar o Conselho de Segurança e criar mecanismos para corrigir distorções históricas, como a presença de regimes tirânicos na Comissão de Direitos Humanos da organização. Isso deverá ser apenas o preâmbulo para a assinatura de um tratado internacional de combate ao terrorismo.

Secretário-geral da ONUA proposta abre um novo capítulo no entendimento da sombria ameaça representada pelo terrorismo ao mundo civilizado. Por ter sido tratado por muito tempo como um subproduto da Guerra Fria, o terrorismo nunca foi enfrentado pela comunidade internacional com a força que sua perversidade exige. Nas últimas décadas, prevaleceu nas Nações Unidas a idéia – defendida com afinco pelos países árabes, mas não apenas por eles – de que muitos grupos tachados de terroristas eram na verdade combatentes legitimados por lutar pela libertação de seu povo do colonialismo. A ONU abriu o precedente para que movimentos políticos ao redor do mundo adotassem o terrorismo como tática quando aplaudiu o célebre discurso de Yasser Arafat, em 1974. Poucos meses antes de o líder palestino expor na Assembléia-Geral da ONU sua teoria sobre o direito dos oprimidos à violência, terroristas da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) haviam matado 21 crianças em uma escola em Israel. Pelo novo conceito de terrorismo proposto por Annan, esse tipo de atrocidade não seria tolerado. Estados também poderão ser classificados como terroristas quando promoverem a violência contra sua própria população civil ou a de outros países. Por esse critério, o Iraque nos tempos de Saddam Hussein, que massacrava suas minorias, poderia ser classificado como terrorista.

Nos últimos sessenta anos ocorreram mais de 600 conflitos armados no mundo. A ONU não só foi incapaz de evitá-los como na maioria das vezes não agiu a tempo de impedir tragédias humanitárias. E, mesmo quando agiu, a conduta de seus representantes nem sempre foi a ideal. Annan quer mais transparência na atuação dos funcionários da ONU e “tolerância zero” para os delitos cometidos por soldados das forças de paz.

http://veja.abril.com.br/300305/p_094.htm

 

 

 

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