Archive for the ‘Guerras civis e a ONU’ Category

El Salvador é exemplo para o mundo por curar feridas de guerra

abril 24, 2008

 

El Salvador está sendo considerado um modelo para o mundo por ter conseguido transformar uma sociedade devastada pela guerra em uma comunidade de paz e reconciliação.

Os Estados Unidos e a comunidade global congratularam a nação da América Central por fazer a difícil transição para a paz.

A Guerra Civil de El Salvador (19801992) foi um conflito armado entre o governo de El Salvador e a guerrilha de esquerda, organizada em torno da Frente Farabundo Martí para a Liberação Nacional (FMLN).

Os EUA, que, no contexto da Guerra Fria, temiam a repetição de processos semelhantes ao da Revolução Cubana no restante da América Latina, apoiaram as forças governistas, ao longo de dez anos.

A tensão no país aumentou a partir do golpe militar, que levou uma Junta Revolucionária de Governo ao poder. Com o assassinato do arcebispo de San SalvadorOscar Romero – e a execução de 42 pessoas no seu funeral, iniciou-se uma guerra civil em larga escala.

Durante a guerra, forças rebeldes capturaram grandes extensões dos departamentos de Morazán e Chalatenango. O fim do conflito, mediante a assinatura dos Acordos de Paz de Chapultepec, em janeiro de 1992, permitiu a entrada da FMLN no cenário político-eleitoral de El Salvador.

A guerra civil teve um efeito devastador sobre o país, deixando 75.000 mortos, 8.000 desaparecidos, um milhão de desabrigados e um milhão de exilados. Porém, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse que as Nações Unidas podem tomar a experiência salvadorenha como exemplo ao procurar ajudar outros países a encontrar a paz. El Salvador, acrescentou ele, entrou para a nova Comissão de Construção da Paz da ONU, criada em outubro de 2006 para manter a paz em áreas que passaram por conflitos. Ban expressou a esperança de que El Salvador compartilhe sua “rica experiência” com outros países.

Durante os 12 anos de guerra civil, eram constantes as violações dos direitos humanos pelas forças de segurança do governo e pelos guerrilheiros de esquerda e, mesmo assim, a ONU realizou uma missão de sucesso. Segundo Casey, com o apoio dos EUA e da ONU, “os insurgentes da antiga FMLN são hoje um partido político bem estabelecido; El Salvador é uma democracia livre e vibrante, e sua economia em expansão e seu comércio florescente estão melhorando o padrão de vida de todos os salvadorenhos”.

 

REFLEXÃO: Dessa vez, mesmo com milhões de mortes, a ONU conseguiu obter sucesso com as suas forças de paz que já estão um pouco desacreditadas, porém elas exercem suas funções: que é salvaguardar a paz sem se igualar a um exército armado. Além disso, a ONU saiu como heroína da história.

 

Vídeo da Guerra Civil em El Salvador

http://www.youtube.com/watch?v=9nNl2SKtYPE

 

FONTE:

 http://embaixada-americana.org.br/index.php?action=materia&id=5213&submenu=press.inc.php&itemmenu=21

HAITI – Responsabilidade do exército brasileiro

abril 24, 2008

 

Brasileiros nas forças da ONUO Haiti, que se tornou independente através de uma revolta de escravos de origem africana, é um país dividido política e socialmente. A massa da população, negra, viveu quase ininterruptamente numa miséria extrema e sujeita à constante repressão. O país já viveu diversas ondas de violência e intervenções norte-americanas.

Foram os EUA que apoiou a instalação de Duvalier no poder em 1957, uma ditadura familiar que durou até 1987, quando foi derrubada por uma revolta popular.

Mas a infeliz massa haitiana não consegue criar estruturas políticas viáveis, devido à fragmentação e insuficiente desenvolvimento da sociedade, e, em seguida, a minoria volta a ocupar o poder, usando o exército e suas milícias para manter o terror sobre a população. Contudo, no contexto da onda democrática que acompanhou o fim da Guerra Fria, houve eleições livres no país em dezembro de 1990, com a esmagadora vitória de Jean Bretrand Aristide, um padre ligado à Teologia da Libertação. Teve início um governo reformista que, todavia, permaneceu no poder apenas de fevereiro a setembro de 1991, sendo derrubado pelo General Raoul Cedras.

O presidente seguiu para o exílio, enquanto a comunidade internacional decretou um embargo contra os novos donos do poder, que só fez aumentar a miséria, pois o regime sobreviveu estabelecendo uma aliança com o narcotráfico internacional, permitindo a utilização do seu território como rota para os EUA. Milhares de refugiados fugiam em pequenas embarcações para a Flórida, gerando uma crise que levou Clinton a agir.

Depois de infindáveis gestões, apenas em outubro de 1994 uma força internacional, liderada por Washington, forçou os golpistas a entregar o poder e partir para o exílio. Aristide, que fora eleito para um mandato de cinco anos foi, contudo, pressionado pela Casa Branca a apenas completar o mandato vigente. Ou seja, governou apenas dois anos, e sem direito à reeleição.

Os EUA desejam evitar um confronto de proporções, mas, discretamente, encaram a saída antecipada de Aristide, da mesma forma como em relação à Venezuela. A crise deverá ter um desfecho nas próximas semanas. Vale lembrar que o Haiti tem fronteira com a República Dominicana, está há poucos quilômetros de Cuba e não distante da Flórida, desfrutando de uma posição estratégica e podendo gerar instabilidade se a comunidade internacional continuar indiferente

O Haiti de 1986 a 1990 foi governado por uma série de governos provisórios. Em 1987, uma nova constituição foi feita. Em dezembro de 1990, Jean-Bertrand Aristide foi eleito com 67% dos votos. Porém poucos meses depois, Aristide foi deposto por um novo golpe militar e a ditadura foi restaurada no Haiti.

Provérbio haitianoEm 1994, Aristide retornou ao poder, com auxílio do Estados Unidos. Mesmo assim, o ciclo de violência, corrupção e miséria não foi rompido. Em dezembro de 2003, sob pressão crescente da ala rebelde, Aristide prometeu eleições novas dentro de seis meses. Os protestos contra Aristide, em janeiro de 2004, fizeram várias mortes na capital do Haiti, Porto Príncipe. Em fevereiro, com o avanço dos rebeldes, o ex-presidente foge para a África e o Haiti sofre intervenção internacional pela ONU.

 

REFLEXÂO: Com o reconhecimento da ação militar brasileira em suas operações, a ONU conferiu ao Brasil o comando da missão de paz no Haiti, que também contou com a participação de soldados argentinos, chilenos, uruguaios, paraguaios e canadenses. Iniciada em 2004, essa missão de paz teve o objetivo de reestabelecer a paz, garantir a ordem, e evitar a eclosão de um violento conflito civil, após a crise política que levou à deposição do governo local.

 

FONTE:

http://www.brasilhaiti.com/blog.asp

http://educaterra.terra.com.br/vizentini/artigos/artigo_150.htm

 

Projeto Radix 8ª série

Autor: Vicentino

Editora Scipione – São Paulo

Módulo 8 – Os organismos supranacionais

Págs. 180 e 184

 

 

Sudão e a catástrofe humanitária de Darfur

abril 24, 2008

A guerra civil que afeta o sul do Sudão praticamente desde sua independência, em 1956, atingiu um novo patamar com a catástrofe humanitária que se esboça na região de Darfur, no oeste do país.

O Sudão é o maior país africano e viveu alguns períodos democráticos anárquicos e longas ditaduras militares repressivas, oriundas de golpes de Estado: o general Nimeiri governou o país de 1969 a 1985 e o general Omar el-Bechir governa desde 1989. Ambos iniciaram regimes de esquerda, mas para obter apoio financeiro das petromonarquias árabes, evoluíram para regimes islâmicos, implantando a Sharia, a lei islâmica, o que fomenta a revolta da desatendida região sul.

Além disso, o país sofreu a influência dos conflitos da Etiópia/Eritréia nos anos 70-80 e do Tchad nos anos 80, cujos governos apoiaram grupos rebeldes dentro do Sudão. Para complicar, em 1990 o país apoiou o Iraque e teria hospedado Bin Laden. Mas após os atentados contra as embaixadas americanas no Quênia e Tanzânia, em 1998, os EUA lançaram um ataque de mísseis contra uma indústria em Kartum. Da mesma forma, para evitar o isolamento internacional, o governo sudanês entregou o famoso terrorista dos anos 70, Carlos, o Chacal, ao governo francês. Assim, o Sudão sempre foi considerado parcialmente como “Estado pária” (rough state).

Com a descoberta de petróleo no centro-sul e a exploração iniciando no ano 2000, o governo buscou uma negociação com os guerrilheiros do Exército Popular de Libertação do Sul

A guerra civil no sul causou 1 a 2 milhões de mortos (a maioria pela fome) e 4 milhões de pessoas deslocadas. A região foi esquecida durante a guerra entre o governo e os rebeldes sulistas, mergulhou no caos, com enfrentamentos tribais e uma explosão demográfica (a população dobrou em 20 anos). Em fevereiro de 2003 foi criada a Frente de Libertação de Darfur, transformada em Exército de Libertação do Sudão, que lançou uma ofensiva fulminante contra o governo com modernos Toyotas. Os rebeldes se dividiram em dois movimentos rivais e perderam terreno, enquanto aldeias são destruídas.

Os EUA exigiram sanções contra o regime e o secretário geral da ONU, Kofi Annan, ameaça com uma intervenção internacional para evitar uma tragédia humanitária. Os países europeus se manifestaram favoravelmente, mas a China ameaça vetar uma resolução neste sentido. Vale lembrar que a China recebeu concessões do governo sudanês para explorar petróleo no sul da região de Darfur. Assim, mais uma crise internacional está emergindo num dos países mais pobres e sofridos da África.

Vídeo – O que é o Sudão?

http://www.youtube.com/watch?v=lNEh4v6Bwgs

 

 REFLEXÃO: Trata-se da aceitação do envio de militares da ONU e de polícia para reforçar a força de manutenção da paz da União Africana em Darfur.  O Sudão tem estado sob uma forte pressão internacional para aceitar os militares da ONU. O governo de Cartoum aceitou o envio de três mil militares, mas continua a opôr-se à força de vinte mil militares, proposta pelo antigo Secretário-Geral, Kofi Annan. “Assistimos a uma visão bastante forte e unida. É um pequeno progresso, mas precisamos ver muito mais para a paz e segurança e para a resolução da crise humanitária em Darfur.”

 FONTES:

http://educaterra.terra.com.br/vizentini/artigos/artigo_168.htm

http://www.brasildefato.com.br/v01/impresso/anteriores/166/internacional/materia.2006-05-10.6773329534

Argélia – Uma guerra encoberta

abril 24, 2008

 

Argélia

Os enfrentamentos entre islâmicos e o governo argelino condicionam o presente e o futuro da Argélia, quatro décadas depois da proclamação da República Democrática em 1962.

A difícil luta pela independência (1954-1962) fortaleceu um movimento nacionalista integrado na Frente Nacional de Liberação (FLN) que se instalou no poder, estabelecendo um regime de partido único. As crises econômicas e políticas que assolaram o país, entretanto, fizeram com que dirigentes religiosos inserissem o radicalismo islâmico na vida argelina.

Em 30 de dezembro de 1991, os integrantes da Frente Islâmica de Salvação (FIS) ganharam o primeiro turno das eleições. Seu triunfo, porém, foi barrado pelos militares que obrigaram o presidente Chadli Benvedid a suspender o processo eleitoral, declarar a FIS ilegal e decretar estado de exceção. Diante dessa repressão, o Exército Islâmico de Salvação (EIS) constituiu-se como braço armado da FIS, concentrando seus ataques a alvos militares. Além disso, o Grupo Islâmico Armado (GIA) declarou guerra aos estrangeiros que viviam no país.

Após o golpe militar, Benvedid saiu do poder, que foi passado para o herói da independência Mohamed Budiaf, presidente do Alto Comitê de Estado (ACE), criado especialmente para contornar a crise política.  Em 29 de julho de 1992, entretanto, Budiaf foi assassinado e o militar Belaid Abdesalam assumiu a presidência declarando guerra total à Frente Islâmica de Salvação. Desde então, o enfrentamento entre os extremistas islâmicos e as forças do governo tem sido constante, provocando 120 mortes.

Em janeiro de 1994, o Alto Comitê encerrou suas atividades. Foi criado, então, o Conselho Nacional de Transição (CNT), que, substituindo a Assembléia Nacional, impôs uma nova lei eleitoral. Em outubro desse mesmo ano foi eleito como presidente Liamin Zerual ,que assumiu o cargo conclamando a população a dar um basta nos confrontos político-religiosos no país. Para isso, convocou um referendo para modificar a Constituição de 1976 e excluir os partidos religiosos ou regionais.Guerra civil na Argélia

Em 1997, o Exército Islâmico de Salvação decretou uma trégua unilateral. Porém, as matanças por parte dos grupos radicais continuaram. Dois anos depois, o presidente Abdelaziz Bouteflika concedeu a anistia para vários presos políticos. Numa consulta popular, o povo argelino pronunciou-se a favor da paz no país. 

Porém, após a vitória da FLN nas eleições de 2002, em pleno 40º aniversário da independência da Argélia, o terrorismo islâmico voltou a assolar o país, deixando 35 mortos e 80 feridos. Os enfrentamentos entre o governo e os radicais islâmicos têm se mantido sem trégua até os dias atuais.

 

REFLEXÃO:

A ONU não dá muita atenção para o caso da Argélia até agora. Será que vão ser preciso mais mortes inocentes? Por que uma organização voltada para os direitos humanos não intervêm?

 

FONTES:

http://www.girafamania.com.br/africano/materia_algeria.htm

http://www.ciadaescola.com.br/zoom/materia.asp?materia=150&pagina=3

 Guia do Estudante – Atualidades Vestibular 2008

Págs. 97 a 101

 

 

Guerra Civil em Moçambique (1975-1992)

abril 23, 2008

Moçambique

A Independência, 25 de Julho de 1975, foi o inicio não de uma Era de prosperidade, mas de um conflito aberto que degenerou rapidamente numa catástrofe: uma longa guerra civil que fez mais de um milhão de mortes e quatro milhões de deslocados, destruindo todas as estruturas do país. Em vez do progresso, Moçambique, tornou-se um dos países mais pobres do mundo, vivendo de ajudas da comunidade internacional.

A seguir à Independência, de forma unilateral Moçambique, resolve aplicar integralmente as sanções decretadas contra a Rodésia, encerrando as fronteiras, fechando os portos, linhas de caminho de ferro e estradas aos produtos de e para este país. Moçambique torna-se igualmente na principal base para os guerrilheiros da ZANU, o movimento nacionalista que combate o regime branco da Rodésia (Zimbábue).

Moçambique apoiou o ANC no seu combate contra o regime branco na África do Sul.

O preço a pagar por estas posições, como era de esperar seria demasiado alto. A reação destes países não se fez esperar. A Rodésia promoveu um movimento de guerrilha, a Renamo. A África do Sul fechou as portas à preciosa emigração de moçambicanos para as minas do transval.

A sobrevivência de Moçambique passou a estar ligada à rápida queda dos regimes brancos da Rodésia e da África do Sul, assim como aos crescentes apoios vindos da URSS.

A Guerra Civil terminou, em 1992, sob a égide da Igreja Católica. O resultado de 27 anos de lutas foi um país devastado, uma população esfomeada vivendo de ajudas distribuídas pela comunidade internacional. Esta é a única conclusão que recolhe a largo consenso.

Nos termos do Acordo, o governo de Moçambique solicitou o apoio da ONU para o desarmamento das tropas beligerantes. A ONUMOZ foi a força internacional que apoiou neste trabalho, que durou cerca de dois anos e que culminou com a formação dum exército unificado e com a organização das primeiras eleições gerais multipartidárias, em 1994.

 Vídeo Moçambique Guerra Civil

http://www.youtube.com/watch?v=qcncPe4CF60

 

 

 FONTES:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_de_Mo%C3%A7ambique#A_socializa.C3.A7.C3.A3o_do_campo

http://imigrantes.no.sapo.pt/page2mocGuerCivil.html

Somália – 15 anos de Guerra Civil

abril 23, 2008

Mapa da SomáliaA Somália surgiu em 1960, quando dois protetorados uniram-se. Em 1974 assinou um tratado com a URSS, que previa aos soviéticos uma base militar no país africano. Mas o acordo foi rompido após três anos, entre intrigas que envolviam a vizinha Etiópia.

Com o país sofrendo pelos conflitos internos, o governo central desapareceu após a queda da ditadura pró-soviética de Siad Barre, em 1991. Os “senhores da guerra” tomaram conta do país esfacelado. Desde então, a Somália vive em guerra civil intermitente, a qual matou dezenas de milhares de somalis. Não existe mais unidade nacional, e o país fragmentou-se em regiões.

Em 1992 iniciou-se, primeiramente no sul, uma ação humanitária da ONU, encabeçadas por tropas dos Estados Unidos da América. Embora conseguisse diminuir a fome no país, a operação foi um fiasco, com a morte de 18 soldados norte-americanos. Sozinha, a ONU acabou por retirar-se oficialmente a 3 de Março de 1995. Em 1998 registaram-se mais duas cisões no país, e uma quarta em 1999, todas elas de contornos pouco claros. Em outubro de 2004 elegeu-se Abdullahi Yusuf Ahmed como presidente do Governo Nacional de Transição. A eleição aconteceu em Nairóbi, capital do Quênia, já que Mogadíscio era controlada por chefes tribais

Com a inexistência na prática de um governo central, a Somália persiste imersa em uma guerra civil. Em 5 de junho de 2006, milícias islâmicas – que formam a União das Cortes Islâmicas (UCI) – tomaram grande parte da capital somali. A UCI controla outros territórios no país e pretende impor a lei islâmica (Sharia) nestas zonas. Em junho, o governo somali de transição e a UCI assinaram um acordo de reconhecimento mútuo.

Imagem chocante da GuerraEm julho de 2006, a UCI passou a controlar todo o sudeste do país e a capital Mogadíscio e avançava para tomar controle do resto do país. O governo interino pediu ajuda internacional, e o Conselho de Segurança da ONU aprovou planos de enviar uma força de paz africana para apoiar Yusuf. Segundo a ONU, as Cortes estavam sendo providas de armas pela Eritréia e o governo interino somali estava sendo armado pela Etiópia. O governo etíope foi que mais apoiou o governo interino da Somália e, em dezembro, ordenou uma incursão militar direta neste país contra alvos da milícia islâmica. Forças etíopes e do governo interino tomaram várias cidades que estavam sob controle da União das Cortes Islâmicas (UCI), inclusive Mogadíscio. O novo conflito levou milhares de refugiados somalis para a fronteira com a Etiópia e o Quênia.

Os Estados Unidos e o Reino Unido apoiaram a intervenção estrangeira na Somália, pois temem que a UCI tenha ligações com a rede terrorista Al-Qaeda.

 

Vídeo Somália vs. Etiópia – Youtube

http://www.youtube.com/watch?v=2PSa6VXRGnk

 

REFLEXÃO: A ONU participou ativamente da questão da Somália. Embora no começo não tenha dado muito certo, atualmente há a presença das forças de paz

 

FONTES:

http://www.pucminas.br/conjuntura

Guia do Estudante – Atualidades Vestibular 2008

Págs. 97 a 101

 

 

Angola: 25 anos de independência, 40 de guerra

abril 23, 2008

REFLEXÃO: A República Popular de Angola completou 25 anos de independência em meio à persistência da guerra civil, que já dura quatro décadas se contarmos a luta armada contra o colonizador português, desencadeada em 1961. País dilacerado por esse conflito e maior vítima das minas terrestres (o que sensibilizou a princesa Diana), não vislumbra qualquer possibilidade imediata de paz. A comunidade internacional, tão preocupada com o Timor, agiu decisivamente com relação a esse problema, mas revela-se incapaz (ou desinteressada?) de tomar qualquer atitude neste país de língua portuguesa.

Por que fomos solidários com um pequeno país do outro lado do mundo, praticamente desconhecido pela sociedade brasileira, e somos tão pouco interessados pelo destino de outro que está próximo e de onde é originária parte de nossa população? Ainda mais se considerando a importância econômica e estratégica que tem para o Brasil. Seguramente tem algo a ver com o reordenamento das relações internacionais e com a política das grandes potências.

 GUERRA INTERNA 

Em 1975, a divisão e o confronto entre os três grupos que lutavam pela independência acirraram-se quando da derrocada do fascismo português. Iniciou-se então uma ponte aérea entre Havana e Luanda, com o envio de armas e vinte mil soldados. No centro do país, as tropas cubanas (a maioria descendente de ex-escravos) e do MPLA derrotaram o exército sul-africano, um dos melhores do mundo.

A situação dos novos Estados era difícil, pois tinham de enfrentar o caos interno e as invasões externas. Seguiram-se quinze anos de guerra interna, permeada por intervenções sul- Africanas, que dilaceraram o país, até o fim da Guerra Fria.
Em 1988, com a derrota dos sul-africanos frente aos cubanos numa importante batalha, e já no contexto do desengajamento soviético, iniciaram-se conversações de paz, que levaram à saída dos cubanos em 1989 e à independência da Namímiba em 1990. Logo em seguida, o Apartheid começou a ser desmantelado, e em 1994 Nelson Mandela assumiu o poder na África do Sul, com um governo de maioria negra. A guerra deveria terminar com o fim do apoio de Pretória à Unita e a vitória eleitoral do MPLA em Angola. Mas não foi o que aconteceu e, deixou o governo liderado pelo MPLA aliado dos EUA, dependente da economia gerada pelo petróleo.
 

Por que a Unita mantém a guerra, e a comunidade internacional nada faz? Por duas razões: a primeira delas é a completa recusa do Estado e da sociedade angolana. A guerra tornou-se um modo de vida e sobrevivência, especialmente da Unita. A segunda é que, desde a derrubada do regime neocolonial pró-francês de Mobutu no Zaire, formou-se na África austral uma coalizão de países autonomistas que apóiam o novo governo de Kabila no Congo (ex-Zaire), integrado pela África do Sul, Angola, Zimbábue e Namíbia.  

 
Nos marcos da globalização, faz com que uma intervenção “pacificadora” não seja uma prioridade. Enquanto isso, o povo de Angola vive o pior dos mundos.

 

Vídeo – Ajuda cubana à Angola

http://www.youtube.com/watch?v=3p3rb7Iqg40

  FONTES:

http://www.br.monografias.com/trabalhos/guerra-civil-angola/guerra-civil-Angola2.shtml#problangola

 Projeto Radix 8ª série

Autor: Vicentino – Editora Scipione – São Paulo

Módulo 8 – Os organismos supranacionais

Págs. 180 e 184