Argélia – Uma guerra encoberta

abril 24, 2008

 

Argélia

Os enfrentamentos entre islâmicos e o governo argelino condicionam o presente e o futuro da Argélia, quatro décadas depois da proclamação da República Democrática em 1962.

A difícil luta pela independência (1954-1962) fortaleceu um movimento nacionalista integrado na Frente Nacional de Liberação (FLN) que se instalou no poder, estabelecendo um regime de partido único. As crises econômicas e políticas que assolaram o país, entretanto, fizeram com que dirigentes religiosos inserissem o radicalismo islâmico na vida argelina.

Em 30 de dezembro de 1991, os integrantes da Frente Islâmica de Salvação (FIS) ganharam o primeiro turno das eleições. Seu triunfo, porém, foi barrado pelos militares que obrigaram o presidente Chadli Benvedid a suspender o processo eleitoral, declarar a FIS ilegal e decretar estado de exceção. Diante dessa repressão, o Exército Islâmico de Salvação (EIS) constituiu-se como braço armado da FIS, concentrando seus ataques a alvos militares. Além disso, o Grupo Islâmico Armado (GIA) declarou guerra aos estrangeiros que viviam no país.

Após o golpe militar, Benvedid saiu do poder, que foi passado para o herói da independência Mohamed Budiaf, presidente do Alto Comitê de Estado (ACE), criado especialmente para contornar a crise política.  Em 29 de julho de 1992, entretanto, Budiaf foi assassinado e o militar Belaid Abdesalam assumiu a presidência declarando guerra total à Frente Islâmica de Salvação. Desde então, o enfrentamento entre os extremistas islâmicos e as forças do governo tem sido constante, provocando 120 mortes.

Em janeiro de 1994, o Alto Comitê encerrou suas atividades. Foi criado, então, o Conselho Nacional de Transição (CNT), que, substituindo a Assembléia Nacional, impôs uma nova lei eleitoral. Em outubro desse mesmo ano foi eleito como presidente Liamin Zerual ,que assumiu o cargo conclamando a população a dar um basta nos confrontos político-religiosos no país. Para isso, convocou um referendo para modificar a Constituição de 1976 e excluir os partidos religiosos ou regionais.Guerra civil na Argélia

Em 1997, o Exército Islâmico de Salvação decretou uma trégua unilateral. Porém, as matanças por parte dos grupos radicais continuaram. Dois anos depois, o presidente Abdelaziz Bouteflika concedeu a anistia para vários presos políticos. Numa consulta popular, o povo argelino pronunciou-se a favor da paz no país. 

Porém, após a vitória da FLN nas eleições de 2002, em pleno 40º aniversário da independência da Argélia, o terrorismo islâmico voltou a assolar o país, deixando 35 mortos e 80 feridos. Os enfrentamentos entre o governo e os radicais islâmicos têm se mantido sem trégua até os dias atuais.

 

REFLEXÃO:

A ONU não dá muita atenção para o caso da Argélia até agora. Será que vão ser preciso mais mortes inocentes? Por que uma organização voltada para os direitos humanos não intervêm?

 

FONTES:

http://www.girafamania.com.br/africano/materia_algeria.htm

http://www.ciadaescola.com.br/zoom/materia.asp?materia=150&pagina=3

 Guia do Estudante – Atualidades Vestibular 2008

Págs. 97 a 101

 

 

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Guerra Civil em Moçambique (1975-1992)

abril 23, 2008

Moçambique

A Independência, 25 de Julho de 1975, foi o inicio não de uma Era de prosperidade, mas de um conflito aberto que degenerou rapidamente numa catástrofe: uma longa guerra civil que fez mais de um milhão de mortes e quatro milhões de deslocados, destruindo todas as estruturas do país. Em vez do progresso, Moçambique, tornou-se um dos países mais pobres do mundo, vivendo de ajudas da comunidade internacional.

A seguir à Independência, de forma unilateral Moçambique, resolve aplicar integralmente as sanções decretadas contra a Rodésia, encerrando as fronteiras, fechando os portos, linhas de caminho de ferro e estradas aos produtos de e para este país. Moçambique torna-se igualmente na principal base para os guerrilheiros da ZANU, o movimento nacionalista que combate o regime branco da Rodésia (Zimbábue).

Moçambique apoiou o ANC no seu combate contra o regime branco na África do Sul.

O preço a pagar por estas posições, como era de esperar seria demasiado alto. A reação destes países não se fez esperar. A Rodésia promoveu um movimento de guerrilha, a Renamo. A África do Sul fechou as portas à preciosa emigração de moçambicanos para as minas do transval.

A sobrevivência de Moçambique passou a estar ligada à rápida queda dos regimes brancos da Rodésia e da África do Sul, assim como aos crescentes apoios vindos da URSS.

A Guerra Civil terminou, em 1992, sob a égide da Igreja Católica. O resultado de 27 anos de lutas foi um país devastado, uma população esfomeada vivendo de ajudas distribuídas pela comunidade internacional. Esta é a única conclusão que recolhe a largo consenso.

Nos termos do Acordo, o governo de Moçambique solicitou o apoio da ONU para o desarmamento das tropas beligerantes. A ONUMOZ foi a força internacional que apoiou neste trabalho, que durou cerca de dois anos e que culminou com a formação dum exército unificado e com a organização das primeiras eleições gerais multipartidárias, em 1994.

 Vídeo Moçambique Guerra Civil

http://www.youtube.com/watch?v=qcncPe4CF60

 

 

 FONTES:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_de_Mo%C3%A7ambique#A_socializa.C3.A7.C3.A3o_do_campo

http://imigrantes.no.sapo.pt/page2mocGuerCivil.html

Somália – 15 anos de Guerra Civil

abril 23, 2008

Mapa da SomáliaA Somália surgiu em 1960, quando dois protetorados uniram-se. Em 1974 assinou um tratado com a URSS, que previa aos soviéticos uma base militar no país africano. Mas o acordo foi rompido após três anos, entre intrigas que envolviam a vizinha Etiópia.

Com o país sofrendo pelos conflitos internos, o governo central desapareceu após a queda da ditadura pró-soviética de Siad Barre, em 1991. Os “senhores da guerra” tomaram conta do país esfacelado. Desde então, a Somália vive em guerra civil intermitente, a qual matou dezenas de milhares de somalis. Não existe mais unidade nacional, e o país fragmentou-se em regiões.

Em 1992 iniciou-se, primeiramente no sul, uma ação humanitária da ONU, encabeçadas por tropas dos Estados Unidos da América. Embora conseguisse diminuir a fome no país, a operação foi um fiasco, com a morte de 18 soldados norte-americanos. Sozinha, a ONU acabou por retirar-se oficialmente a 3 de Março de 1995. Em 1998 registaram-se mais duas cisões no país, e uma quarta em 1999, todas elas de contornos pouco claros. Em outubro de 2004 elegeu-se Abdullahi Yusuf Ahmed como presidente do Governo Nacional de Transição. A eleição aconteceu em Nairóbi, capital do Quênia, já que Mogadíscio era controlada por chefes tribais

Com a inexistência na prática de um governo central, a Somália persiste imersa em uma guerra civil. Em 5 de junho de 2006, milícias islâmicas – que formam a União das Cortes Islâmicas (UCI) – tomaram grande parte da capital somali. A UCI controla outros territórios no país e pretende impor a lei islâmica (Sharia) nestas zonas. Em junho, o governo somali de transição e a UCI assinaram um acordo de reconhecimento mútuo.

Imagem chocante da GuerraEm julho de 2006, a UCI passou a controlar todo o sudeste do país e a capital Mogadíscio e avançava para tomar controle do resto do país. O governo interino pediu ajuda internacional, e o Conselho de Segurança da ONU aprovou planos de enviar uma força de paz africana para apoiar Yusuf. Segundo a ONU, as Cortes estavam sendo providas de armas pela Eritréia e o governo interino somali estava sendo armado pela Etiópia. O governo etíope foi que mais apoiou o governo interino da Somália e, em dezembro, ordenou uma incursão militar direta neste país contra alvos da milícia islâmica. Forças etíopes e do governo interino tomaram várias cidades que estavam sob controle da União das Cortes Islâmicas (UCI), inclusive Mogadíscio. O novo conflito levou milhares de refugiados somalis para a fronteira com a Etiópia e o Quênia.

Os Estados Unidos e o Reino Unido apoiaram a intervenção estrangeira na Somália, pois temem que a UCI tenha ligações com a rede terrorista Al-Qaeda.

 

Vídeo Somália vs. Etiópia – Youtube

http://www.youtube.com/watch?v=2PSa6VXRGnk

 

REFLEXÃO: A ONU participou ativamente da questão da Somália. Embora no começo não tenha dado muito certo, atualmente há a presença das forças de paz

 

FONTES:

http://www.pucminas.br/conjuntura

Guia do Estudante – Atualidades Vestibular 2008

Págs. 97 a 101

 

 

Angola: 25 anos de independência, 40 de guerra

abril 23, 2008

REFLEXÃO: A República Popular de Angola completou 25 anos de independência em meio à persistência da guerra civil, que já dura quatro décadas se contarmos a luta armada contra o colonizador português, desencadeada em 1961. País dilacerado por esse conflito e maior vítima das minas terrestres (o que sensibilizou a princesa Diana), não vislumbra qualquer possibilidade imediata de paz. A comunidade internacional, tão preocupada com o Timor, agiu decisivamente com relação a esse problema, mas revela-se incapaz (ou desinteressada?) de tomar qualquer atitude neste país de língua portuguesa.

Por que fomos solidários com um pequeno país do outro lado do mundo, praticamente desconhecido pela sociedade brasileira, e somos tão pouco interessados pelo destino de outro que está próximo e de onde é originária parte de nossa população? Ainda mais se considerando a importância econômica e estratégica que tem para o Brasil. Seguramente tem algo a ver com o reordenamento das relações internacionais e com a política das grandes potências.

 GUERRA INTERNA 

Em 1975, a divisão e o confronto entre os três grupos que lutavam pela independência acirraram-se quando da derrocada do fascismo português. Iniciou-se então uma ponte aérea entre Havana e Luanda, com o envio de armas e vinte mil soldados. No centro do país, as tropas cubanas (a maioria descendente de ex-escravos) e do MPLA derrotaram o exército sul-africano, um dos melhores do mundo.

A situação dos novos Estados era difícil, pois tinham de enfrentar o caos interno e as invasões externas. Seguiram-se quinze anos de guerra interna, permeada por intervenções sul- Africanas, que dilaceraram o país, até o fim da Guerra Fria.
Em 1988, com a derrota dos sul-africanos frente aos cubanos numa importante batalha, e já no contexto do desengajamento soviético, iniciaram-se conversações de paz, que levaram à saída dos cubanos em 1989 e à independência da Namímiba em 1990. Logo em seguida, o Apartheid começou a ser desmantelado, e em 1994 Nelson Mandela assumiu o poder na África do Sul, com um governo de maioria negra. A guerra deveria terminar com o fim do apoio de Pretória à Unita e a vitória eleitoral do MPLA em Angola. Mas não foi o que aconteceu e, deixou o governo liderado pelo MPLA aliado dos EUA, dependente da economia gerada pelo petróleo.
 

Por que a Unita mantém a guerra, e a comunidade internacional nada faz? Por duas razões: a primeira delas é a completa recusa do Estado e da sociedade angolana. A guerra tornou-se um modo de vida e sobrevivência, especialmente da Unita. A segunda é que, desde a derrubada do regime neocolonial pró-francês de Mobutu no Zaire, formou-se na África austral uma coalizão de países autonomistas que apóiam o novo governo de Kabila no Congo (ex-Zaire), integrado pela África do Sul, Angola, Zimbábue e Namíbia.  

 
Nos marcos da globalização, faz com que uma intervenção “pacificadora” não seja uma prioridade. Enquanto isso, o povo de Angola vive o pior dos mundos.

 

Vídeo – Ajuda cubana à Angola

http://www.youtube.com/watch?v=3p3rb7Iqg40

  FONTES:

http://www.br.monografias.com/trabalhos/guerra-civil-angola/guerra-civil-Angola2.shtml#problangola

 Projeto Radix 8ª série

Autor: Vicentino – Editora Scipione – São Paulo

Módulo 8 – Os organismos supranacionais

Págs. 180 e 184

 

Guerra nos Bálcãs, um histórico “barril de pólvora”

abril 23, 2008

 

No final da II Guerra Mundial, consolidou-se nos Bálcãs, a Iugoslávia, federação que agrupava sob um regime comunista peculiar povos de diversas nacionalidades, com diferentes línguas, culturas e religiões (Faziam parte seis repúblicas: Sérvia, Croácia, Eslovênia, Bósnia-Herzegóvina, Montenegro e Macedônia; Kosovo e Voivodina eram regiões autônomas dentro da Sérvia).

Após a morte do marechal Tito, que governou o país desde 1945, o sistema político comunista entrou em crise e a federação iugoslava se desagregou. O país ficou limitado à Sérvia e Montenegro. No final da década de 80, com a queda do Muro de Berlim, a tentativa dos sérvios de impor sua hegemonia ao país deflagrou o rompimento. A Macedônia, a Eslovênia e a Croácia proclamaram a independência.

Entre 1991 e 1995, foi palco da primeira guerra em solo europeu em mais de três décadas, opondo separatistas eslovenos, croatas e bósnios a grupos armados sérvios. O conflito estourou com enorme violência e crueldade na Bósnia-Herzegóvina, em que proclamou-se um modelo de convivência multirracial, frente ao critério de “limpeza étnica” dos sérvios e aceitaram-se as condições da ONU para o fim do conflito armado.

Em novembro de 1995, foi assinado em Dayton (EUA) um acordo de paz que manteria a Bósnia como um único Estado, formado por duas entidades: uma sérvia e outra, croato-muçulmana. Apesar disso, novos conflitos se seguiram (ex: Kosovo 1999). 

Desmembramento da antiga Iugoslávia

 

REFLEXÃO: Será que todo esse conflito nos remete à volta da Guerra Fria? Porém o contexto que está por trás disso hoje é diferente. O objetivo de Vladmir Putin é colocar s Federação Russa no centro das decisões internacionais.

E a ONU? Nesse caso, as forças de paz não se fizeram presente. Porém, houve a intervenção do CS em relação à limpeza étnica e ao fim do conflito.

 

 

      

FONTES:

http://www.facom.ufba.br/com112_2000_1/geo_on_line/decada_0.htm

Guia do Estudante – Atualidades Vestibular 2008

Págs. 88 e 89.

 

Onda de violência: Índia e Paquistão (1947)

abril 23, 2008

 

Criado para abrigar a população muçulmana da Índia, o Paquistão era dividido em um território no Oeste e outro no Leste (que em 1971 se tornou Bangladesh). No meio, ficava a Índia, de maioria hindu.

Essa partilha do território indiano, baseada na religião, resultou na migração em massa de milhões de pessoas: muçulmanos indo da Índia em direção ao Paquistão, hindus e sikhs fazendo o caminho inverso.

Mal-preparados para lidar com essa situação, os novos governos não conseguiram manter a lei e a ordem, e a violência eclodiu nos dois lados da fronteira, no que muitos consideram uma das maiores tragédias do século 20.

As estimativas sobre o número de vítimas até hoje não são precisas, mas calcula-se que tenham morrido entre 200 mil e 1 milhão de pessoas. Dezenas de milhares de mulheres foram estupradas ou seqüestradas, e cerca de 12 milhões de pessoas se tornaram refugiadas.

De quem foi a culpa pela onda de violência?

Os britânicos foram acusados de se retirar da Índia rápido demais. A Grã-Bretanha argumenta que foi forçada a agir rapidamente devido à quebra da lei e da ordem, e que quanto mais tempo permanecesse no território, pior ficaria a situação. Além disso, os britânicos afirmam que tinham recursos limitados depois da Segunda Guerra Mundial.

      O que aconteceu após a partilha do território?

Os dois países, já profundamente divididos devido à questão na Caxemira, buscaram diferentes alianças no cenário internacional. A Índia se voltou para a URSS como um aliado estratégico e só foi liberalizar sua economia a partir da década de 1990. Já o Paquistão escolheu como principais parceiros em sua política externa a China e os EUA.

     Qual a situação da disputa pela Caxemira?

A disputa pelo território da Caxemira, no Himalaia, foi o motivo de duas das três guerras entre a Índia e o Paquistão. A Caxemira tinha uma população majoritariamente muçulmana, mas um governante hindu, que acabou se unindo à Índia em troca de ajuda militar.

Poucos meses depois da independência do domínio britânico, a Índia e o Paquistão já estavam em guerra no território. A disputa continua sem solução.

REFLEXÃO: A tensão na Caxemira serve de justificativa para que as duas nações militarizem suas fronteiras e, mesmo sendo países com enormes taxas de pobreza, gastem muito dinheiro em tecnologias bélicas. Porém, as forças de paz se fizeram presente, mas não conseguiram evitar o alto índice de mortes e o desenvolvimento do poderio bélico nuclear. Mesmo assim, ainda não há uma solução para esse caso.

Ponto de discórdia - Caxemira

 Índia&Paquistão – Youtube

 http://www.youtube.com/watch?v=QmQeQekN9J4&NR=1

FONTES:

   http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/08/070809_partition_ac.shtml

http://www.pedalnaestrada.com.br/pages.php?recid=338

 

Conflito Israel X Palestina – Faixa de Gaza e Cisjordânia

abril 23, 2008

O conflito israelo-palestino envolve a disputa dos dois povos pelo direito à soberania e pela posse da terra ocupada por Israel e pelos territórios palestinos.

O impasse teve inicio no século XIX, quando judeus sionistas expressaram o desejo de criar um Estado moderno em sua terra ancestral e começaram a criar assentamentos na região, na época controlada pelo Império Otomano.

Desde então, houve muita violência e controvérsia em torno da questão, assim como vários processo de negociações de paz durante o século XX e ainda estão em andamento.

Tanto israelenses quanto palestinos, reivindicam sua parte da terra com base na história, na religião e na cultura.

·     Os israelenses, representados pelo Estado de Israel, têm soberania sobre grande parte do território, que foi conquistado após a derrota dos árabes em duas guerras: o conflito árabe-israelense de 1948 e a Guerra dos Seis Dias, de 1967.

·      Os palestinos, representados pela Autoridade Nacional da Palestina (ANP), querem assumir o controle de parte dos territórios e estabelecer um Estado Palestino soberano e independente.

No conflito de 1948 em que se instaurou a discórdia em relação à independência de Israel, houve a participação das forças de paz da ONU, de forma pacífica, sempre com a intervenção e ação do CS.

Mesmo com os boinas azuis, houve um índice muito alto de mortes o que levou à condenação de Israel pela ONU.

Grandes partes dos palestinos aceitam as regiões da Cisjordânia e da faixa de Gaza como território para um futuro Estado palestino. Muitos israelenses também aceitam essa solução.

Uma discussão em torno dessa solução ocorreu durante os Acordos de Oslo, assinados em setembro de 1993 entre Israel e a Organização para a Libertação da Palestina (OLP), que permitiu a formação da ANP. No entanto, Israel e ANP não chegaram a uma posição comum.

Apesar de vários outros acordos e planos de paz (ex: Camp David e o Quarteto para o Oriente Médio [presença da ONU]), a situação que se vê ainda hoje é um impasse.

Atualmente, há uma nova crise na região, com o violento embate entre os dois principais grupos palestinos: Fatah (direção tradicional, favorável a um entendimento com os israelenses) e Hamas (organização islâmica radical que defende a destruição de Israel. O Hamas venceu as eleições parlamentares em 2006, mas as grandes potências e Israel se recusaram a negociar com este governo. As diferenças internas se acirraram e chegaram ao embate armado, que culminou com a divisão de territórios em junho de 2007: o Hamas passou a controlar a Faixa de Gaza e o Fatah, a Cisjordânia.

 

Vídeo – Palestina

http://www.youtube.com/watch?v=UcyEofgUF3Q

 

Vídeo – Gaza: Zona de Morte Israel/Palestina

http://www.youtube.com/watch?v=l0aEo59c7zU

 

 

REFLEXÃO:

Como que os Acordos de Oslo e ANP não resolveram o problema? Então, por que agora, ainda os palestinos se matam uns aos outros?

  

 

 

 

FONTE:

http://www.passeiweb.com/saiba_mais/voce_sabia/conflito_israel_x_palestina

Guia do Estudante – Atualidades Vestibular 2008

Págs. 76 a 79

 

A guerra na Chechênia é a expressão mais aguda dos conflitos internos que minam a Federação Russa

abril 23, 2008

 

A Guerra da Chechênia começou no ano de 1999, resultando em resposta a uma série de explosões de edifícios inteiros na Rússia. A Rússia continua não conseguindo retirar sua principal pedra do sapato. O petróleo, que quase sempre se torna pano de fundo dos conflitos mais sangrentos e intermináveis, também está presente neste caso. A independência aspirada pelos chechenos começou ainda no século XVIII com o imperialismo czarista russo e, atualmente, continua fazendo centenas de mortos todos os anos na guerra aberta contra a Rússia. Nos últimos anos, 10% da população da Chechênia morreu nos confrontos.

A Chechênia só interessa à Rússia, aos EUA e aos países europeus por causa do petróleo. No fim, a Chechênia acaba sendo não mais que um pião nas mãos das grandes potências. No fim de 1991, embora apenas 53% da população chechena apoiasse a independência com a Rússia, o general Dzhojar Dudáyev é eleito presidente da República da Chechênia, declarando-a independente. Um clamor de vingança sacudiu a Rússia.

A maior tragédia neste caso é que, por várias circunstâncias, a Rússia não responde em nada pelo que faz. A intervenção russa, todavia, fez unir todo o povo checheno num sentimento anti-russo. Em 1996, o general russo Alexander Lébed e o futuro presidente da Chechênia, Aslan Maskhadov, firmam um acordo de paz. Em 1999, no entanto, Maskhadov instaura um regime islâmico no país. Uma série de atentados terroristas em Moscou, atribuídos a grupos islâmicos chechenos, provocou a ira da Rússia, que, desde então, insiste em acabar de vez com os rebeldes chechenos. Sem negociações bilaterais, a batalha continua.

    

 

REFLEXÃO: O povo da Chechênia é seminômade como o afegão, suas fidelidades não as guardam para bandeiras ou estados nacionais e sim para os clãs. Uma gente guerreira – ignorada. Deve ser por isso, que há todo um sentimento anti-russo por causa do descaso.

Não foram enviadas as tropas da ONU, porém há guerrilheiros que não querem a paz, mas a guerra. Sabem que só com o assassinato receberão milhares de dólares manchados de sangue.

 

 

 

FONTE:

http://colegioweb.uol.com.br/historia/ii-guerra-da-chechenia

Guia do Estudante – Atualidades Vestibular 2008

Págs. 88 a 89

 

Irã X Iraque

abril 23, 2008

O Iraque, ocupado desde 2003 pela coalizão comandada pelos EUA e pelo Reino Unido, segue numa situação de desagregação acelerada, com atentados suicidas e conflitos diários. O país vive, segundo analistas, um quadro de guerra civil. Ao derrubar o regime de Saddam Hussein, o governo norte-americano prometia levar a democracia à nação, mas a realidade atual está bem distante disso.

O Irã, república islâmica dirigida por religiosos xiitas, sofre intensa pressão da ONU para interromper o seu programa nuclear. Embora o governo iraniano assegure que seus planos de utilização dessa tecnologia são pacíficos, as grandes potências mundiais temem que a verdadeira intenção seja produzir armamentos atômicos.

 

PESADELO DAS ARÁBIAS

Por mais de duas décadas os métodos arbitrários e cruéis do ditador do Iraque, Saddam Hussein, fizeram de seu país palco central e explosivos conflitos. Controlando uma das maiores reservas mundiais de petróleo, Saddam planejava unir todos os países árabes e comandá-los. Para concretizar eu objetivo, não hesitou em travar uma guerra sangrenta contra o vizinho Irã, invadir e tentar controlar o Kuwait, provocando a implacável intervenção dos norte-americanos. Os EUA não poderiam deixar que Saddam prejudicasse o fornecimento de petróleo, do qual sua economia é dependente. Assim, Bush acabou o trabalho que seu pai começara na Primeira Guerra do Golfo e depôs Saddam.

Mais que isso, o governo norte americano manobrou para que o violento ditador fosse enforcado. A trilha que Saddam seguiu rumo ao poder começou do Iraque Central, em Tarkrit, onde nasce em 1937. Sua infância foi pobre e brutal, sempre com espancamento de seu padrasto.

No país onde a política é um jogo violento, Saddam usou e abusou da crueldade para conquistar a liderança. Em 1956, ele se filiou ao partido clandestino BAATH e participou em 1959 de uma tentativa fracassada de assassinato do então ditador militar general Abdul Karim Qassem. Sofreu exílio político e quando voltou a Iraque,em junho de 1979, Saddam finalmente deu o bote e assumiu o cargo de primeiro ministro, chefe do conselho do comando da revolução e comandante chefe das forças armadas.

A partir de então, Saddam inaugurou seu reinado de terror, perseguindo e assassinando oponentes ou qualquer outro que o desagradasse. Sua ditadura foi caracterizada por uma mistura de megalomania e paranóia.

 

CONFLITO NA PENÍNSULA ARÁBICA

Saddam se enxergava como o líder de todos os árabes. Quando a nova revolução islâmica destituiu o Xá Reza Pahlevi em 1979 o ditador acabou com possível ameaça iraniana e invadiu o país em setembro de 1980. A desastrosa guerra que se seguiu durou oito anos e custou milhões de vidas. Cinicamente,os EUA financiaram os dois lados,fornecendo armas e ignorando as atrocidades de Saddam.

A guerra deixou a economia do Iraque em frangalhos. Saddam precisava aumentar sua receita para financiar o grande exército com o qual planejava conquistar a supremacia árabe.

Mesmo com a perda da guerra e o aumento das pressões internas, Saddam se manteve no poder. Como parte da rendição, foi obrigado pela ONU a eliminar todas as suas armas de destruição em massa. Além disso, a comunidade internacional impôs duras sanções ao Iraque, o que minou ainda mais a economia e aumentou a oposição ao ditador.

A pressão internacional cresceu com a eleição de Bush, em 2000. Com os ataques ao Pentágono e às Torres Gêmeas pela Al-Qaida, Bush conseguiu mobilizar a opinião publica contra o Iraque, o qual, na verdade não tinha nada a ver com os atentados. Com isso, o reino de terror de Saddam caiu em Bagdá em 2003 e levou à perseguição e sua execução mais tarde.

 

DURANTE O CONFLITO… E A ONU? 

A ONU até agiu, mas de forma muito sutil por meio do CS, pois ainda hoje, ronda o clima de “terrorismo” por causa do fato de Irã ter vencido os EUA (superpotência) e por causa da sua tecnologia nuclear.

 

 

 

FONTE:

1)http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20071204143843AATQMsS&show=7

2)Revista Grandes Líderes da História

Págs. 29 a 31

3)Guia do Estudante – Atualidades Vestibular 2008

Págs. 70 a 75

O Davi asiático e o Golias americano

abril 23, 2008

 

A luta descrita no Antigo Testamento que envolveu o jovem e esmirrado pastor judeu Davi e o gigante filisteu Golias, que teria ocorrida mil anos antes de Cristo, talvez não seja uma imagem suficientemente real para descrever o desproporcional enfrentamento entre o povo vietnamita e as forças de intervenção norte-americanas, ocorrido durante a longa Guerra do Vietnã (1964-1975). De um lado encontrava-se uma nação, se bem que herdeira de uma cultura antiqüíssima, das mais pobres do mundo, cujo padrão de vida era várias vezes inferior ao menos desenvolvido dos estados norte-americanos. Do outro, a maior potência militar do planeta. A mais rica e poderosa nação do mundo, a única capaz de realizar intervenções militares em escala planetária, bem como arrasar com bombardeios nucleares qualquer vestígio de vida sobre a terra.

No entanto, para surpresa de boa parte do mundo, depois de onze anos de guerra direta (1964-1975), os Estados Unidos foram constrangidos a retirar-se do sudeste asiático, reconhecendo sua primeira derrota militar em seus dois séculos de história. Para ambos os países, as conseqüências foram eloqüentes, chocantes, naturalmente que muito mais dolorosas para o povo vietnamita.

 

25 anos depois    

No dia 30 de abril de 1975, uma coluna de tanques norte – vietnamitas, integrantes das chamadas Divisões de Aço do Vietnã do Norte, as forças de elite do General Nguyen Giap, puseram abaixo os portões do Palácio Presidencial do governo sul-vietnamita na cidade de Saigon. Umas poucas horas antes, centenas de helicópteros norte-americanos retiravam da capital sul-vietnamita os últimos remanescentes civis e militares que colaboraram com os EUA durante a longa intervenção militar americana. O arriar a bandeira dos EUA de Saigon, representou o fim da Segunda Guerra da Indochina, trazendo a esperança de paz para a região que estivera envolvida em vários tipos de conflitos e guerras desde 1941, quando o Japão imperial ocupou a Indochina nos começos da 2ª Guerra Mundial.

                                                       Grande frustração para os EUA

 

 

     

     http://www.youtube.com/watch?v=AFEjnJxgOYk       

 

 

 

 

 

REFLEXÃO: Essa foi a maior frustração da ONU e dos EUA.

FONTE:  http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/vietna6.htm

Revista História Viva  –  Junho 2006 – págs. 92 e 93